Débora Garofalo - Professora de Tecnologia na Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Ary Parreiras (São Paulo - SP)

COM PROJETO DE ROBÓTICA, ALUNOS APRENDEM SENTIDO DA ESCOLA

Uma das cinquenta finalistas do Global Teacher Prize - 2019, considerado o Prêmio Nobel da Educação, a professora Débora Garofalo vê no uso da tecnologia uma nova forma de ensinar.

“Ela tem que ser utilizada como um meio de alavancar a aprendizagem”, explica Débora, responsável por um projeto de robótica que já retirou uma tonelada de lixo das ruas de uma comunidade carente da capital paulista.

A ideia nasceu quando ela percebeu que os alunos não iam à escola em dias de chuva. “Eles diziam que era porque a casa tinha ficado cheia de água e o lixo tinha vindo parar dentro.”

Dos resíduos coletados, surgiram carrinhos movidos a balão de ar e feitos com tampinhas, canudos e rolinhos de papel higiênico. Foi um sucesso. “Reduzimos em 95% o índice de evasão escolar. Diminuímos também em 93% a questão do trabalho infantil e ainda saltamos de um Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 3,5 para 5,2.”, conta. “Mas, para mim, a maior diferença foi os alunos entenderem o sentido da escola na vida deles, que podem intervir e aprender robótica, algo fundamental porque trabalha com a resolução de problemas e com todas as áreas do conhecimento.”

Detritos acumulados também deixaram de ser um problema no bairro. “A solução é realmente trabalhar com o lixo, podendo sensibilizar a comunidade, fazendo os alunos intervirem nessa comunidade e, ao mesmo tempo, ensinar robótica.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Como surgiu esse projeto?

Ele começou há três anos. É uma comunidade extremamente carente aqui da zona Sul de São Paulo. São crianças que ainda não conhecem saneamento básico, as casas são muito simples, vivem ainda em casas de madeira. E tinha um grande agravante que era a questão do lixo. E, quando eu assumi como professora de tecnologias, queria mostra que isso vai muito além do computador. Porque, até então, eles estavam muito acostumados com o laboratório e uma sala de jogos. Também me incomodou ver que muitos alunos não iam para a escola em períodos de chuva. E era por causa do lixo. Ao mesmo tempo, eu queria trabalhar com robótica e programação, duas coisas fundamentais para o aluno do século 21 por trabalharem com a resolução de problemas, empatia e o socioemocional. Mas também queria dar a eles a mesma oportunidade que hoje tem um estudante de escola particular. Então comecei a observar o bairro e vi que a questão do lixo tinha um grande potencial para trabalharmos a robótica.

Voltando só um pouco, como a senhora descobriu que eles não iam à escola por causa do lixo?

Quando eles retornavam à escola, eu perguntava por que não tinham vindo. Eles diziam que era porque a casa tinha ficado cheia de água e o lixo tinha vindo parar dentro. Mas eu também comecei a observar que, na própria rua, o lixo transbordava. E não era em uma quantidade pequena. Era uma quantidade imensa de garrafas transbordando. Outro ponto que chamava muito a atenção era o entorno da escola, o muro, que servia como um ponto de descarte de lixo. Eu então propus para uma das minhas turmas _eu leciono para a escola inteira, mas propus para uma classe de sexto ano_, que fôssemos para a rua fazer a coleta de material reciclável. No começo, como tudo, isso causou uma estranheza muito grande. Uma aula de tecnologia na rua? Mas eu propus que tirássemos o foco do local para que pudéssemos debater com eles. Então trouxemos um pouco de material reciclável que a gente encontrou nas ruas e também imagens, para que os alunos tivessem a visão (do problema). Porque estar ali, no dia a dia, é diferente de enxergar por uma fotografia.

A senhora disse que houve estranheza. Mas houve resistência também?

Tivemos um pouco de tudo. Houve estranheza porque eles só enxergavam que a aula tinha que ser com computador. A própria coordenação me falava isso, que nunca tinha imaginado uma aula de tecnologia nas ruas. E houve resistência porque foi uma proposta inusitada. Estava tirando os alunos de uma aula em que eles poderiam mexer com computador _e muitos não têm acesso a computadores (fora da escola) _ para pegar lixo na rua. Mas eles foram. A contragosto, mas foram. E trouxeram. Como tinha muito rolinho, muita tampinha, eu usei a Terceira Lei de Newton _ “para toda ação (força) sobre um objeto, em resposta à interação com outro objeto, existirá uma reação (força) de mesmo valor e direção, mas com sentido oposto”_  para instigar os alunos a construírem um carrinho. E esse carrinho, movido a balão de ar, era totalmente feito com sucata: tampinha, canudo e palito. E, na base, um rolinho de papel higiênico. Aí eles despertaram, viram que o que eles criaram funcionava. Daí virou uma febre. Um começou a contar para o outro, e começou a aparecer muita tampinha, muito rolinho. Acabei tendo que replicar essa mesma atividade em todas as turmas. Precisava então estruturar esse trabalho. A solução é realmente trabalhar com o lixo, podendo sensibilizar a comunidade, fazendo os alunos intervirem nessa comunidade e, ao mesmo tempo, ensinar robótica. Com esse projeto, ao longo de três anos, já foi retirada uma tonelada de material reciclável da rua, tanto lixo eletrônico quanto sucata convencional. Muito disso depois foi transformado em protótipos.

O que é feito com o material que não é usado por vocês?

No começo, descartávamos de forma correta ou doávamos para algumas empresas próximas de reciclagem. Em 2018, fizemos uma parceria com uma empresa que leva o que não usamos. Isso então é revertido em um pouquinho de verba para podermos comprar material para o projeto. Então a gente já conseguiu também ter uma certa autonomia em termos de valores para poder comprar peças que a gente não consegue encontrar no lixo, como as placas controláveis (plataformas que podem ser facilmente conectadas a um computador e programadas, o que torna a robótica acessível).

Com uma tonelada a menos de lixo nas ruas, o impacto deve ter sido grande na comunidade. Qual foi a reação das pessoas?

O impacto foi grande. Tanto que fiz minha ultima aula pública em 19 de dezembro e só retiramos das ruas 800 gramas de lixo.

Antes retiravam quanto?

A gente retirava em quilos, seis, sete, em cada aula e com cada turma. Isso considerando que tenho 25 turmas. Então a gente vê que diminuiu bastante, que houve uma grande sensibilização. Houve também uma parceria com a subprefeitura para a instalação de coletores de lixo. Então a gente vê hoje a coleta em outros pontos da comunidade em que antes não existia. Quando caminhamos pela comunidade, todos reforçam que melhorou bastante. Os próprios alunos dizem que isso aconteceu também dentro da família. Porque, até então, não existia uma coleta.

Não havia consciência a respeito do problema.

Exatamente. Agora os familiares se sensibilizaram sobre essa questão. E a gente vê também uma diminuição do lixo eletrônico. Antigamente era muito comum vermos ventiladores dentro do córrego, na porta da escola. Isso a gente também já não encontra mais.

Isso é ótimo, mas dificulta a coleta de material para as aulas, não?

Fica mais difícil, mas achamos uma outra forma que é a questão da reciclagem. Porque trabalhei com eles o conceito dos três Rs: reciclagem, redução do lixo e reutilização de materiais. Então muitas coisas agora acabam também vindo de doações. Claro que (sem) o lixo eletrônico fica realmente mais complicado. Por isso precisamos de um investimento maior para a compra de motores, fios, placas, sensores, coisas que antigamente eram mais fáceis de se encontrar em equipamentos (jogados na rua).

Como foram feitas as parcerias com a Prefeitura?

A partir do projeto, há três anos a gente acionou a Prefeitura para a questão da limpeza. Nos pontos que fotografamos, fizemos intervenções, até para trabalhar de uma forma interdisciplinar, para que os alunos utilizassem matemática, geografia, história e língua portuguesa. Então esse trabalho foi dentro da área de língua portuguesa, de encaminhar cartas e abrir chamados junto à Prefeitura para que isso ocorresse. Depois fizemos uma sensibilização via moradores, de realmente orientá-los a lutar pelos seus direitos. Ensiná-los também a fazer abertura de chamado junto à Prefeitura, a acionar órgãos públicos para a coleta seletiva. Então foi realmente uma parceria entre a escola e a comunidade. E tem funcionado. Porque também não adianta só a escola fazer esse papel e não ofertar esse aprendizado à população. É muito importante que essas duas coisas caminhem juntas, para que a população também tenha esse conhecimento sobre os seus direitos, principalmente por ser uma comunidade muito carente, onde muitos ainda também não têm muito estudo.

Como isso foi feito na comunidade?

Foi de porta em porta. Quando a gente vai para a rua, sempre saímos orientando a população, falando sobre a reciclagem, a reutilização e a redução de lixo. Então elaboramos panfletos em que auxiliávamos a população a fazer isso.

Essa era também uma comunidade violenta. Isso mudou?

Tivemos alguns ganhos. A questão do tráfico de drogas ainda existe, mas há um respeito muito grande, principalmente com os alunos. O que sentimos de melhora é que reduzimos em 95% o índice de evasão escolar. Diminuímos também em 93% a questão do trabalho infantil e ainda saltamos de um Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 3,5 para 5,2. Esses são dados específicos da escola. Mas, para mim, a maior diferença foi os alunos entenderem o sentido da escola na vida deles, que podem intervir e aprender robótica, algo fundamental porque trabalha com a resolução de problemas e com todas as áreas do conhecimento.

A comunidade também mudou porque agora há um sentimento de pertencimento em relação à escola.

Exatamente. Porque, quando você anda na comunidade, e eu tive oportunidade de fazer isso, as pessoas querem falar voluntariamente sobre o trabalho, o quanto o projeto impactou a vida deles. Isso foi muito significativo. Você conversa com os comerciantes da região, pessoas simples, que têm uma barraquinha de frutas, e eles dizem que não veem mais o lixo, as pessoas descartando o lixo. O que eles ainda relatam é que, como um córrego corta a comunidade, muita coisa vem de outras comunidades. Então também existe um trabalho de eles agora tentarem sensibilizar outros. Já há um estudo para entender qual é a comunidade que está descartando materiais irregulares no córrego. É muito bacana eles terem já essa percepção e querer passar o conhecimento adiante. E ver outra escola querendo participar desse trabalho para dar uma extensão ao projeto também é muito bacana. E foi tudo de forma voluntária.

E a escola, que no início também estava um pouco resistente, hoje se envolveu com o projeto?

Sim. Hoje tenho o apoio de praticamente toda a equipe escolar e da gestão da escola.

Houve melhora no desempenho dos alunos também em outras matérias?

Houve. Porque o aluno está mais disposto a aprender. O que a gente fala muito é que isso trouxe uma aprendizagem criativa e significativa para a criança. Porque até então ela via todos os conhecimentos muito separados, em caixinhas. ‘Hoje vou aprender matemática, hoje vou aprender língua portuguesa’. No entanto, elas tiveram que utilizar todos esses conhecimentos para a resolução de um problema, que foi a questão do lixo, e para a construção de objetos, dos protótipos com sucata. Quanto de matemática eu preciso utilizar para a construção de um protótipo, por exemplo? A gente utiliza, para fazer programação, ponto cartesiano, contas e noções espaciais. Porque o programa só faz aquilo que a criança pede para ele fazer. Eu brinco com eles que o robô só anda se eles falarem para ele andar. Também tiveram que entender a questão da geografia, por que o bairro é dessa forma, a história do bairro. A língua portuguesa, que está sempre nos acompanhando em sua função social, (foi usada) para eles entenderem a importância da comunicação. Precisaram argumentar com a subprefeitura, com a população, com a empresa de reciclagem. Precisaram registrar tudo para que outras pessoas possam ter acesso aos protótipos, verem o que deu certo e o que não deu certo.

Mas isso contou com a participação de professores de outras matérias ou tudo foi repassado pela senhora?

Eles acabam participando, ainda que de uma forma involuntária. Porque o aluno, quando desperta para essa aprendizagem, não quer só fazer robótica na minha aula. Quer terminar em outras aulas. Mas, nesse último ano, eu vi uma participação maior (dos professores). Também foi uma participação gradativa, se pensarmos que o corpo docente mudou e outras pessoas entraram no processo. Vi a professora de geografia trabalhando a questão dos croquis do bairro, para entender por que existiam pontos de coleta. A gente teve formandos que quiseram trabalhar essa questão do lixo. Então a gente vê essa mudança do aluno em que o professor, de uma forma muito indireta, acaba participando.

É possível dizer então que mudanças no ensino não dependem apenas de recursos públicos. Faltam iniciativa e engajamento de professores e gestores?

Falta esse olhar para a sensibilização. Como professora, o que eu percebo é que, principalmente quando se fala de tecnologia, as pessoas ainda têm um grande medo de utilizá-la e ficam batendo na tecla de que faltam recursos públicos.

Acho que temos também que olhar para aquilo que existe ao nosso redor para que possamos fazer um bom trabalho. Eu também não tinha ideia nenhuma de como começar. Foi observando a comunidade e ouvindo os alunos sobre suas necessidades que tive essa ideia. Mas existe também muita crítica. Eu sofri muita crítica no começo. De colegas e de pessoas de fora, que diziam que isso não era robótica, mas artesanato. E a gente teve que mostrar (que não era assim). Porque até então se tinha a ideia de que, para ensinar robótica, eu precisava de um kit de ponta. E não é isso. Então falta ter esse olhar com mais carinho para a comunidade. Porque, às vezes, a solução está ali.

Quais são os planos da senhora para o futuro?

Como essas são crianças muito carentes, nossa próxima iniciativa será fazer oficinas, dentro da comunidade, para despertar o aprendizado em jovens que ainda estão ali, sem escola. E também promover uma iniciativa com a saúde. Porque, como essas crianças são muito vulneráveis a vários tipos de situações, a gente pensou em trazer um pouco dessa aprendizagem ‘mão na massa’, como a gente chama, para oficinas de saúde.

De que forma isso?

A região tem muito esgoto a céu aberto. Então é até para mostrar aos alunos que eles às vezes não podem pegar um material, mesmo com luva, porque isso já está contaminado. Trazer a questão da dengue e da leptospirose para que a gente possa avançar. Para o futuro, o meu sonho é que todas as crianças possam vivenciar esse aprendizado. De baixo recurso, mas extremamente significativo e com resultados comprovados por avaliações externas. Além disso, é um aprendizado para a vida deles. Eu sempre brinco que eles estão não apenas aprendendo robótica, mas também a intervir na sociedade. Estão aprendendo a ser cidadãos do mundo porque estão aprendendo a cuidar do planeta. Daí trabalharmos os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Social). Penso também em uma escola que não só produza conhecimento, mas que ainda ofereça a possibilidade de se trabalhar com soluções locais e que integre, de fato, a comunidade à escola. Sempre digo que escola não é uma ilha. A gente precisa de parcerias. Que bom seria se tivéssemos parcerias com o ensino superior, por exemplo.

Essa iniciativa pode ainda ser replicada com relativa facilidade em várias outras cidades do país.

Exatamente. Porque o lixo é uma questão cultural, infelizmente. É uma questão em que precisamos avançar muito. As pessoas têm o hábito de descartar o lixo em qualquer lugar. E tudo pode ser transformado ou reciclado. Para os alunos isso também é um ganho enorme porque eles saem do aprendizado abstrato para o prático, eles vivenciam tudo com as mãos e isso se torna significativo. Eles participam ativamente da construção de conhecimento porque saem da passividade e vêm para o centro do processo de aprendizagem, vêm colocar a mão na massa, vêm intervir. O professor também muda o papel dele, deixa de ser um transmissor de conhecimento e se torna um mediador.  Não tenho vergonha nenhuma de falar que muitas coisas eu não sabia. Eu também me tornei aprendente dentro desse processo. Fui, com o tempo, encontrando soluções junto com eles. E isso é bacana. É uma nova educação, uma educação que trabalha a colaboração e a empatia. Eu não tenho dúvida de que eles serão alunos muito melhores. E eu vejo isso quando eles voltam espontaneamente para a escola, em turnos diferentes, dizendo que vieram para me auxiliar com as crianças menores. Eles estão motivados. Isso é importante principalmente se pensarmos na realidade deles, uma realidade muito triste. São crianças que, no final do ano, não têm o sonho de ganhar um vídeo game. Têm o sonho de ganhar uma bola de futebol, um pacote de bolacha. Daí eles veem que, com as próprias mãos, são capazes de produzir conhecimento. Isso é algo que não tem preço.

A senhora tem sido muito procurada por outros professores que querem aplicar esse projeto em suas escolas?

Sim, por todo o Brasil. Principalmente professores de escolas públicas, o que acho muito bacana. Querem que eu diga como eles podem começar. Este ano mesmo já fui a Santana de Parnaíba para que eles possam implementar o programa.

Na questão do trabalho infantil, como o projeto atuou?

Eu via meus alunos _principalmente durante os finais de semana, mas também durante a semana_ na porta de lanchonetes, na saída do Metrô, engraxando sapato e pedindo dinheiro. E isso começou a me incomodar muito. Daí fizemos, paralelamente, uma ação de combate ao trabalho infantil com panfletos e campanhas. Trouxemos o Ministério Público (para ajudar). Mas o trabalho de robótica foi um grande fator para que essas crianças saíssem da rua. Eles começaram a se interessar mais pela robótica do que em ir para a rua trabalhar. Houve também uma sensibilização com esses pais. Explicamos a importância de essas crianças não trabalharem e permanecerem na escola. Mas é um trabalho árduo, de formiguinha.

Se a senhora tivesse que dar um conselho aos professores e gestores, especialmente da rede pública, o que diria?

Vou puxar muito para essa questão da tecnologia porque acho que ela é um fator chave daqui para frente. A tecnologia não tem que ser vista como uma coisa que precisa de tantos recursos. Isso não garante o aprendizado em sala de aula. Essa é a primeira dica que dou. Em uma pesquisa recente, a primeira coisa que os adolescentes pediram foi a inclusão da tecnologia (no ensino). A minha própria rede, antes da implementação desse currículo, fez uma pesquisa com os alunos. O lugar em que eles mais gostavam de estar era o laboratório de informática. Isso mostra que não podemos mais negar o uso da tecnologia. Espero então que essas redes coloquem a tecnologia como uma propulsora de ensino. Ela não tem que ser uma disciplina ou usada como objeto de estudo. Ela tem que ser utilizada como um meio de alavancar a aprendizagem. Temos então que olhar para isso com mais carinho e implementar soluções por meio dela. E essas soluções realmente não têm custos exorbitantes. Você consegue fazer programação com programas off-line (sem internet) e gratuitos. Vamos olhar também com mais carinho para aquilo que os professores fazem dentro da sala de aula. Às vezes a solução está ali. Não precisa de uma nova política pública. Basta olhar aquilo que o professor fez, se deu resultado e se pode ser implementado.

Ouvir a comunidade também é essencial?

Isso é fundamental porque a escola não pode se distanciar. A minha escola está dentro da comunidade. Promover essas aulas públicas e ultrapassar esses muros é uma coisa fundamental.