Clima no controle externo: por que caminhamos juntos
Gilberto Natalini e Leandro Dall'Olio
"O enfrentamento da emergência climática deixou de ser tema restrito a ambientalistas e passou a ocupar o centro das decisões orçamentárias. É nesse ponto que os órgãos de controle externo têm papel decisivo. Quando um Tribunal de Contas olha para o dinheiro público com lente climática, ele não apenas verifica se o gasto foi regular: ele ajuda a induzir políticas públicas mais preparadas para o que já está acontecendo nas cidades.
O Observatório do Futuro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) nasceu, em 2018, a partir de um acordo de cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e tem raiz no Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), criado em 2015, cuja estrutura dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. A Sala do Clima do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) é bem mais recente, começou a funcionar,em março deste ano, por iniciativa do Presidente da Corte, Conselheiro Domingos Dissei, com a anuência dos demais Conselheiros. Tempos de existência diferentes, mas a mesma convicção: controle externo e agenda climática precisam andar juntos."
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