ARTIGO: A conta impagável das bets

* Dimas Ramalho
A onipresença da euforia publicitária das bets, com seus embaixadores famosos e promessas de ascensão rápida, mascara um abismo que os números acabam de revelar: o Brasil está arcando com uma conta impagável para sustentar verdadeiros cassinos de bolso. Um estudo recente do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) não apenas acende um alerta, mas soa uma sirene ensurdecedora sobre os custos dessa “brincadeira”. Estamos diante de um rombo social estimado em R$ 38,8 bilhões anuais; uma fatura que recai sobre o Estado, o orçamento das famílias e o futuro de toda uma geração.
A narrativa construída pelo setor de apostas sempre foi sedutora: trata-se de liberdade individual, entretenimento moderno e, claro, a velha promessa de dinamismo econômico. Contudo, ao dissecar os dados do IEPS, percebe-se que essa estrutura é um gigante de pés de barro, sustentado pela miséria alheia. Do montante total do prejuízo, assustadores R$ 30,6 bilhões referem-se a custos diretos e indiretos na área da saúde.
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