ARTIGO: Faroeste Licitatório: planejamento versus simplificação


* Alexandre Sarquis

"Gosto de filmes de bangue-bangue. Acho que os “faroestes” constituem uma forma narrativa peculiar, de um mundo ainda suspenso entre a bruteza dos fatos e o advento da norma. Seus cenários desolados ilustram uma realidade ainda apartada da plena civilização, mas já impaciente por alguma medida de ordem. Xerifes, caçadores, juízes improvisados e bandidos ocupam alternadamente a liderança moral, como se a norma ainda vacilasse na escolha de sua própria face.

Talvez por isso esses enredos ofereçam alegorias tão férteis para a reflexão institucional. A regra não aparece pronta, mas se prenuncia a partir do choque entre forças concorrentes, prudências incompletas e soluções que, a pretexto de resolver tudo de uma vez, inauguram novas deficiências que, espera-se, sejam menores do que suas antecessoras."

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